
Quando falamos do infinito, imediatamente nosso pensamento se remete para uma ideia fora de nós.Porém, em mutos momentos da vida, experimentamos o verdadeiro infinito que não está fora ou dentro de nós, pois tudo faz parte de uma totalidade, uma consciência universal. Em alguns momentos da vida, podemos sentir e viver essa realidade, é quando o nosso ego diminui sua atuação, nos dando a possibilidade da contemplação. São aqueles momentos que temos a impressão que o tempo para, temos a sensação de que tudo fica suspenso no tempo-espaço, e nesse instante percebemos o que é ser um e o todo, ser nada e ser tudo.
Depois de uma longa caminhada na mata, morro a cima, você chega no topo, ofegante e cansado, vislumbra a grandiosidade do horizonte que se projeta a sua frente. Montanhas ao longe, o céu envolvendo a tudo, o sol morno tocando o seu rosto junto a uma brisa leve que te acaricia, a natureza exuberante com seus sons diferente, ai você respira fundo, sente a vida pulsar eternamente em você e vivencia a paz silenciosa da gratidão, não existindo nada além do momento. Isso é estar no aqui e agora.
Transbordar-se de amor, com o seu parceiro, participando efetivamente dessa mistura de essências, não é fazer amor é ser o amor, é se enebriar no absinto do amor, é se perder e se achar na pupila do outro. Nesse momento de total abandono e entrega, somos um só em total comunhão com o universo. Mais uma vez o tempo para ao nos lançarmos em voo livre, dentro do infinito e eterno em nós.